Nos últimos tempos este blog só relata escuridão. Eu não era nada disto.
27 fevereiro 2012
25 fevereiro 2012
Toda a vida.
Eu sempre te vou amar. Mesmo que hoje eu não queira mais ficar aqui, mesmo que apanhe um comboio, mesmo que fuja para o sitio mais longínquo da Terra, nunca te esqueças, eu sempre te vou amar. Mesmo que a vida seja cruel, mesmo que o destino não seja nosso, eu sempre te vou amar. Amar, no verdadeiro sentido do amor. Amar com saudade, com dor, com desejo. Amar. Eu sei que vou-te amar, por toda a minha vida.
24 fevereiro 2012
future
Pergunto-me muitas vezes se daqui a uns anos tu vais ser diferente? Quero pensar que sim, que vais assumir responsabilidades e ganhar atitude, que vais acordar mais cedo que eu e preparar-me o pequeno almoço, ou que me vais fazer surpresas sempre que chegares antes de mim a casa. Ou talvez não, talvez nunca seja assim. Na verdade acho que nunca terás objectivos definidos nem prioridades realmente importantes, como por exemplo: eu.
No outro dia a Hapi disse que depois de um momento de mudança, vem sempre uma fase talvez menos boa. E acho que ela acertou. Têm acontecido certas coisas inesperadas cá em casa, que da pior forma, têm influenciado a minha vida. A minha vida, que pouco ou nada tem a ver com a deles. Tudo isto faz-me sentir raiva, porque eu sou a pessoa que menos culpa disto tem, e onde por norma todos caem em cima. É injusto, a meu ver. Partilhar uma casa, na minha cabeça, não é igual a partilhar uma vida, mas para eles sim. Para eles tudo isto é certo, e nunca, em momento algum param para pensar em como será que eu me sinto. Não quero ser motivo de preocupação, não, quero apenas que não me incluam nas conversas, nas histórias, na ama dos filhos deles. A minha família acha tudo isto ridículo, mas ou estou aqui, ou volto para casa e deixo o curso. Fuck this shit!
Algumas interrogações fazem o meu pensamento. Não estou a gostar daquilo em que me estão a tornar, mas não sei como sair daqui. Não sei como abrir a porta, nem como correr a janela. Sinto-me aprisionada em mim própria, como se a ligação ao mundo exterior se tivesse perdido e eu não pudesse pedir ajuda. Salvem-me! Grito eu. Tirem-me o sufoco que me prende a este sitio. Não. Não vale a pena. Todos fingem não ouvir, todos me passam ao lado e fingem nem ver. Tudo bem. Eu ficarei bem com o tempo, esse que todos dizem ser a cura para muitos dos males. Eu suportarei a dor até não poder mais, até a ferida não ter mais solução. Mas, digo isto em tom de aviso, se um dia o meu coração rebentar e na minha cabeça nada mais fizer sentido, tudo acaba. Tudo fica nesta casa e eu voo, como um pássaro, para outra vida. Dispo a roupa velha e transformo-me na liberdade.
23 fevereiro 2012
O que eu mais sinto falta aqui é da minha máquina fotográfica, que acabo sempre por nunca trazer pelo pouco espaço que tenho na mala, e não só, também por aqui ter sempre pessoas a pedir-ma emprestada e eu odiar emprestá-la. Ela é a menina dos meus olhos e é dos meus bens mais preciosos, só eu sei o que passei para a ter e do valor, que ultrapassa todos os euros, que ela tem.
21 fevereiro 2012
20 fevereiro 2012
bullshit.
Só me apetece fugir desta vida. Eu já disse que não era nada disto que eu tinha escolhido para mim, não já? Fuck it.
Nós nunca ficámos tanto tempo rodeados de amor, sem pausas, sem quebras, sem desistências, como agora. A vida aproximou-nos de tal forma, que hoje em dia a tua ou a minha presença se tornou obrigatória. Não é a mesma coisa o acordar sem ti, o não ver o teu sorriso pela manhã, ou o sair de casa sem um beijo carinhoso. Sei que também tu sentirias falta se alguma das nossas marcas se perdesse, porque hoje, agora, as nossas vidas mudaram. Tu percebes-te realmente o bem que eu te fazia, e eu, eu aceitei-te de novo, mais uma vez na minha vida, como todas as mulheres apaixonadas. Mas prometi ser a ultima hipótese que te daria, não duvides da minha palavra.
17 fevereiro 2012
Nunca gostei de horários, de regras, de normas, de rotinas. Embora seja organizada, gosto de fazer tudo apenas quando me apetece, e não quando são horas de o fazer. No que toca a comer e a dormir principalmente. Não gosto que me mandem fazer nada, eu sei o que tenho de fazer e faço-o sempre por mim. Sou responsável, até demais.
16 fevereiro 2012
Desculpa se não te consigo dizer o que estou a sentir, desculpa se tenho medo de te magoar. Desculpa. As minhas duvidas voltam sempre e fico sempre tão pequenina em relação a este mundo. Às vezes sinto-me fraca, tão fraca que me escondo atrás das cortinas. Depois sento-me bem quieta na cama, e fico a temer que a porta se abra. Se ela se abrir, alguém virá para me questionar, e eu só não quero responder. Não me chamem para comer, não gritem ao pé de mim. Eu estou bem, assim, quieta, no silêncio com a minha solidão. Eu gosto dela, às vezes gosto dela, e hoje, hoje gosto muito.
Ainda ontem cheguei e já só me apetece pegar nas malas e partir de novo. Sinto-me tão bem contigo, mas tão mal neste sitio. Eu não posso assumir este papel. Eu não quero estar aqui com tanta responsabilidade nas minhas costas. Não quero, isto não é a minha vida. Sinto-me como um peixe pequenino fora de àgua. E, provavelmente, ninguém desse lado conseguirá entender a minha angustia, mas eu não quero nem me consigo explicar melhor. Eu só queria a minha vida, a minha vida de volta.
14 fevereiro 2012
13 fevereiro 2012
11 fevereiro 2012
10 fevereiro 2012
pessoas.
Odeio as pessoas da minha cidade. É tão pequena, que quase toda a gente se conhece, quanto mais não seja de vista. Lidei com muitas delas nos meus anos de secundário, e faz-me confusão cruzar-me com pessoas que já não via há quase dois anos, e ter de lhes olhar e até falar como se a amizade de escola não se tivesse perdido. Fomos por caminhos diferentes, e embora sigamos as vidas uns dos outros através das redes sociais, e de vez em quando até surjam conversas clichês, nada é, nem nunca será a mesma coisa. Este é um dos motivos pelo qual não gosto de cá estar, e pelo qual acho que nunca voltarei: olhar para todas as caras e conhecê-las, não saber se hei de olhar, falar ou mudar simplesmente de rua e não me interessar. Às vezes tento olhá-las e tentar adivinhar o que pensam enquanto me olham, algumas com ar de superioridade, e outras tantas tão medíocres no seu interior que mete dó.
06 fevereiro 2012
Há dias em que esta casa me faz sentir mesmo sozinha. É o silêncio, é o frio, é a ausência das pessoas que cá vivem. Chego-me a sentir invisível e insignificante para todas elas. Para os meus pais é escusado, nada do que eu faça está correcto, por isso acho que preferem se ausentar de mim do que lidar comigo e com o meu feitio. Hoje deixei o meu quarto e situei-me no escritório da casa, com o radio ligado para o silencio não me matar, e com o computador à frente, para me poder entreter. O meu namorado deixa-me tantas vezes sozinha, mas nem se apercebe, passa o tempo todo ocupado em jogos on-line e nem sonha com o que me pode acontecer na sua ausência. Os meus amigos estão quase todos fora, alguns já voltaram às suas rotinas e outros ainda nem saíram delas. Não sei o que faço eu aqui, não sei o que deva fazer. Tenho passado o dia com a máquina fotográfica na mão, talvez como forma de fugir à minha estúpida realidade, e depois de duas semanas de aqui estar, acho realmente que tem dado resultado. Não é mentira que vivo numa vida de merda. Já não escrevo com amor, já não desenho com paciência. Já não consigo ter sonhos, e todas as lutas parece que se tornam vãs. Não me entendo e não sei o motivo pelo qual me levanto todos os dias, mas levanto-me, e caminho, e tento subir mesmo sem forças.
05 fevereiro 2012
04 fevereiro 2012
01 fevereiro 2012
Goodbye January.
Janeiro de partida e hoje Fevereiro já me abraça. A verdade é que Janeiro foi horrível, foi demente, foi stress, foi lágrimas, raiva e desilusão. Foi também ânsia e noites de lua. Foi amor, e sem ele, ai sem ele, Janeiro teria morto a minha alma. Que Fevereiro leve tudo, e me deixe a paz e o amor, somente. Até para o ano.
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