16 fevereiro 2012

Desculpa se não te consigo dizer o que estou a sentir, desculpa se tenho medo de te magoar. Desculpa. As minhas duvidas voltam sempre e fico sempre tão pequenina em relação a este mundo. Às vezes sinto-me fraca, tão fraca que me escondo atrás das cortinas. Depois sento-me bem quieta na cama, e fico a temer que a porta se abra. Se ela se abrir, alguém virá para me questionar, e eu só não quero responder. Não me chamem para comer, não gritem ao pé de mim. Eu estou bem, assim, quieta, no silêncio com a minha solidão. Eu gosto dela, às vezes gosto dela, e hoje, hoje gosto muito.