14 junho 2012

Acho que não sabes, mas sinto falta das noites em que nos deitávamos debaixo da lua. Cobertos por fumo de cigarros ou da fogueira acesa, junto ao rio. Ali ficávamos em espera do amanhecer, em espera que o Sol raiasse e nos beijasse a alma. O frio arrepiava, mas aliviava saber que me abraçavas. Saber que me cuidavas com o teu amor escondido, que na altura pensei estar morto e enterrado. Nunca esteve. E hoje, quando tento avistar esses tempos, vejo-os tão longe que já nem me recordo da minha dor. Felizmente! Sei que durante três longos meses também eu estive morta, tal como o nosso amor, também eu deixei de ter coração e limitei-me a não pensar, a não sentir. Caminhava anestesiada pelas ruas de calçada antiga e imaginava que apenas terias viajado para longe, e que brevemente estarias de volta. De certa forma, acho que foi o que aconteceu. Quiseste conhecer novos lugares, novas pessoas, mas sabe-te sempre bem voltar a casa. E voltas. Porque o meu coração é a tua casa, é o sitio onde melhor te deitas, aconchegas, e adormeces. Como um anjo. Generoso e ternurento, como um anjo na sua nuvem.

1 comentário:

disse...

tu és linda, por dentro e por fora. e esse vosso amor é lindo também. amo-te gôda ♥♥
(p.s.: quando casarem quero estar no primeiro banco a explodir felicidade por vocês!)