04 junho 2012

Antes, quando eu era uma romântica incurável, uma menina de olhos brilhantes e sorriso doce que passava os meus dias a escrever-te, sentada na cama ou no chão, com o velho caderno de capa dura no colo e a caneta de tinta permanente na mão. Escrevia tantas vezes o teu nome, e tantas vezes que te amava, como se temesse esquecê-lo, como se fosse possível esquecê-lo. Eu não me importava com a distância que te levava de mim, eu não me importava com o tempo, que demorava e não passava. Eu tinha uma certeza, que o nosso amor era especial, que eu nunca me tornaria indiferente, como as outras. Que tu nunca conseguirias ir embora sem voltar. Eu sabia que aquilo que vivêramos não ficaria esquecido no fundo do baú, e esperava, por ti. Sempre.
Hoje, não sou mais a mesma menina, doce e amorosa como fui em tempos. Não sou mais a menina que todas as raparigas gostavam de ler e se deliciavam com o meu amor por ele. Não sou mais, e não sei quem sou. O amor é o mesmo, o coração é o mesmo. Ainda te costumo esperar, sempre que partes sem aviso prévio. Mas a vida mudou, e eu mudei com ela. E tenho saudades, tantas quantas as páginas dos meus cadernos, escritas com, e por amor. Saudades da magia da minha alma, que se perdeu. Sem eu saber onde, nem porquê.

2 comentários:

Pedacinhos de mim disse...

Perfeito esta tua postagem. Gostei mesmo de te ler hoje. Um Beijo e apesar de tudo continua a sonhar com a tua história, continua a idealizar o teu grande amor. Um Beijo :)

Aurora disse...

Dói-me saber como andas. Dói-me. Queria que fosses muito feliz, porque na verdade mereces. És uma menina tão linda e com um coração tão bom. Vai correr, e ser feliz, e ganha inspiração para escrever, muito <3