06 dezembro 2012

Tenho saudade de visitar os teus olhos em noites de Lua. Penetrá-los. Sentir a alma de pássaro, através do teu doce brilho. Costumava fazê-lo muitas vezes. Eu, sentada no chão, olhava-te e decifrava cada traço do teu rosto, e cada poro da tua pele. Sorrias, como se eu para ti simbolizasse paz sem dar a entender nada do que te atravessava a mente. Eras o enigma mais difícil de desvendar, mas o que de todos, mais gozo e vontade me dava. Sempre foi o teu dom, esse de me dares vontade de ti. Esse de te desejar até mais não, esse de correres para eu correr atrás. Sempre foi teu dom, quereres-me sem me querer, fugir para me ter. Sempre te amarei.