26 fevereiro 2013

Goodbyes.

Soavam as três da manhã, naquele enorme relógio que orienta a cidade inglesa. Abracei-te com todas as minhas forças, disse-te o quanto te amava, e tentei ser forte. Mas o que é isso de tentar ser forte, quando se ama? O amor já é, só por si, o mais forte dos sentimentos. Mas tentei. Tentei com que a despedida não custasse tanto, e tentei que não percebesses que eu ia sentir demais a tua falta. Dei-te o ultimo beijo, e segui para o autocarro, de olhos molhados, de corpo gelado e a tremer, larguei a tua mão e entrei. Corri para a janela e vi-te ir embora. As lágrimas que tentava segurar, caíram. Ali. Naquele momento senti-me a perder a vida, ou aquilo que mais vida me dava. Senti que não sei se te voltaria a ver, e que aquela, poderia ser a ultima imagem que teria tua. Partiste. Eu parti. Esperemos agora que nada mais se parta.

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