14 abril 2013

Já prometi não voltar a escrever-te. Mas o mundo já deve saber que não consigo não o fazer. Escrevo-te na esperança que um dia leias estas cartas, e sintas a dor que foi, perder-te. A verdade é que tenho sentido muito a tua falta, e do teu peito quente, que me aconchegava todas as noites, enquanto me abraçavas e me vias adormecer. Os meus dias são ocupados pela raiva que me deixaste, tentando fazer de tudo para não te relembrar. Sinto que já não sou a mesma pessoa, desde o dia em que nos separámos. O brilho do meu sorriso desapareceu, naquela madrugada, naquela despedida sob a Lua. Naquelas lágrimas travadas quando eu não quis que visses o quão tudo seria dificil na tua ausência - está a ser pior do que eu imaginava - A minha alma ficou naquele adeus, onde fizemos juras de amor eterno, que rapidamente se quebraram. Confesso que fiquei surpreendida com a nossa fraqueza em relação ao amor. Imaginei-nos tão fortes, tão guerreiros.. Hoje os dias passam, mas a noite chega e torna-se sempre tão difícil adormecer sem pensar como era bom se aqui estivesses. Como era bom poder contar-te a minha vida, e abraçar-te até adormecer. Tenho saudades tuas, e minhas. Perdi-me no dia em que te perdi. Um vazio acompanha-me, e bocados de nada fazem com que a minha vida vá passando, e eu vá caminhando, aos tropeções, sem nunca conseguir encontrar alguém que me encontre. Que me faça sentir aquilo que tu um dia me fizeste sentir. Engano-me todos os dias, tentando convencer-me que já não te quero, que já não te amo, que já te esqueci. Mentiras. Tudo mentiras. Eu ainda vivo de ti. Eu ainda te procuro, às escondidas. Eu ainda te quero, mais do que o mundo. 

Sem comentários: