22 abril 2013

Os dias iam passando e a saudade era cada vez mais forte. Ele havia partido, sem uma carta de despedida, ou um beijo no coração. Ela não sabia o que pensar, o que fazer. Com um até logo de promessa até ao próximo encontro, largaram as mãos delicadas que os unia. Ela voltou como prometera. Ele não. Ela decidiu sentar-se e esperar, no banco de pedra, o sitio para onde ambos fugiam para se encontrar. Foi lá, que eles se viram pela ultima vez, e era para lá que ela corria todas as manhãs, até ao nascer da Lua, desde o dia em que ele partira. Ela esperou-o dias. Meses. Anos. Ela esperou-o a vida toda, sempre com a mesma rotina. A mesma esperança. Para ela, era um eterno até logo, e recusava-se a acreditar que ele não voltaria. Ele, que era o mais doce, o mais forte, o mais corajoso. Ele não podia ter desistido, pensava.. Foi naquele banco, numa tarde gelada de inverno, que ela perdeu as forças. Ele apareceu, uns tempos depois, quando soube a notícia. Já era tarde demais ..

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