Por mais que nos doa a alma, por mais que o coração grite, por mais que as horas pareçam infinitas quando não estás, tenho de te deixar ir. Não podemos segurar aqueles que não querem ficar. Só deixá-los ir, e cruzar os dedos para que tropecem muito e só desejem voltar.
21 janeiro 2015
20 janeiro 2015
Há qualquer coisa que nos prende, a nós mulheres, aos amores loucos. Àqueles que nos fazem derramar lágrimas todos os dias, que nos fazem berrar, insultar, mas que ao fim do dia, só os desejamos amar. Amar como umas doidas, como umas apaixonadas insaciáveis. Não entendo. Não entendo esta coisa de ser mulher, nem esta coisa que nos faz lutar pelo que não temos nem podemos ter. De desejar o que não pode ser desejável, e de querer o impossível. Leva-me a crer que todos os corações são burros, e masoquistas, e que a saga do "quanto mais me bates mais gosto de ti" possa ser mesmo verdadeira. Ou então é esta luta que nos mantém vivas, e nos faz ser alguma coisa, quanto mais não seja, completamente apaixonadas por eles, na espera que um dia eles percebam e nos dêem valor. Mas bem que podemos esperar sentadas, porque existe sempre uma linda na fila, mal nós saiamos de cena.
11 janeiro 2015
Custa tanto voltar à vida depois de se andar a sonhar por aí. Foram uns míseros quatro dias em Lisboa, e eu já me via naquela cidade, naquela agitação, naquele "há tanto para fazer aqui", que custa tanto voltar à pacatez da minha cidade, à minha vida. Isto de não fazer nada, cansa mais do que subir as ruas de Lisboa a pé, durante umas quatro horas seguidas. Deus me dê paciência..
03 janeiro 2015
Ironias. A única pessoa que não me abandonou, foi a única que eu tentei abandonar em tempos. A única que magoei de propósito. Podia tentar pedir-te todos os perdões do mundo, mas nunca chegaria para aliviar a minha consciência. Que isto não saia daqui, mas deves ser mesmo o grande e único amor da minha vida.
Pesadelos de mim.
Lembram-se daquilo que eu era? Já repararam naquilo que me tornei? Vazia. Depressiva. De coração esmagado. Isto não sou eu. Isto, recuso-me a ser eu.
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