14 julho 2015

Sabes?! Vou embora. Da tua vida e da minha, embora. Do país, do mundo. Do que resta. Vou embora e pronto. Sozinha. Sem nada, sem bagagem, sem ninguém. E logo tu que nunca gostaste de me deixar só, agora deixaste. Deixaste me sem ti, sozinha, no meio da minha confusão, dos meus medos, da minha solidão. Deixaste me só, como prometeste nunca deixar. Mas deixaste. E cá estou eu, rodeada de cacos partidos. E se for embora é porque me deixaste mesmo ir. E se for embora é porque não gritaste o meu nome nem me puxaste para ti. Se for embora é porque me deixaste morrer em ti. E em mim.

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