1h30: Voltei à varanda. Não vinha cá desde que partiste. Não conseguia. Era o nosso sítio preferido. Onde tu fumavas o teu cigarro, onde nos sentávamos no chão e olhávamos juntos o céu, todas as noites, enquanto conversávamos sobre a vida. Hoje voltei. Sem ti. Sozinha. Porque precisava. Porque decidi ser forte. Porque hoje, a noite está linda. A Lua está enorme e brilhante. Ilumina tudo à minha volta. Ilumina-me a mim, enquanto escrevo. Enquanto Te escrevo. Alguém disse que "nunca se regressa onde se foi feliz, pelo menos para ser feliz", e é verdade. Não consigo voltar aqui sem que as lágrimas me corram o rosto, sem que a falta de ti sufoque e já não te veja sorrir para mim, enquanto a cinza ia crescendo e o cigarro queimando, e que no fim mal o tivesses fumado, por olhares para mim. Era tão bom ter-te na minha vida. Era tão bom amar-te, querer-te e ter-te. Era tão bom que existisses em mim, mais que nos meus sonhos. Era. Dava tudo para estar no lugar dela. Para ter a sorte dela. Para te poder voltar a amar do início e fazer tudo diferente. Para te ter dado todos os motivos para me amares e nenhum para teres ido embora. Nenhum para te perder. Hoje sou só saudade, de ti, de mim e do que eu era contigo. E a saudade mata tanto e tão lentamente. Peço à Lua que me mostre o caminho ou te traga de volta, porque eu vou esperar-te sempre e morrer sempre de amores por ti.
30 agosto 2015
29 agosto 2015
Quando se perde um amor, há tanto de nós que deixa de fazer sentido. As roupas, as músicas, os perfumes, os sorrisos, os sonhos. Quando se perde um amor, a vida perde o brilho, vemos-nos perdidos no meio da nossa própria cidade, no nosso próprio quarto, no mundo. E temos de delinear um novo caminho, um longo caminho, que agora temos de percorrer sozinhos. Parece obrigação termos de o fazer. Arranjar uma justificação para dar aos outros quando nos perguntam "E agora?". Agora nada. Agora não sei. Agora é tudo demasiado complicado para responder ao "agora". O melhor seria não ter um caminho, um plano de fuga. O melhor seria flutuar, seguir o vento e voar com as gaivotas. Não quero ver tudo destruído novamente, por isso, não quero ter de acreditar novamente. Em nada.
26 agosto 2015
23 agosto 2015
Sei que guardas em ti um medo infinito de me perder. Não mostras. Não dizes. Mas não me largas. Se me sentes a fugir, corres para me agarrar. Depois largas, só para me manter perto, ou não muito longe. És um jogador nato. Não gostas, nem deixas de gostar. Não queres, nem deixas de querer. Não me dizes o que sentes. Mas eu sei o que sentes. Tens a mania que ninguém te decifra. Eu decifrei. Todos os segredos. Todos os medos. Tudo o que deixas escondido nas meias-palavras que soltas, eu sei. Sei cada significado do teu olhar, do teu pestanejar, do teu modo de sorrir. Sei o que dizes sem dizer. E isso é o que mais te assusta, e mais te apaixona, alguém que te desvende. Que conheça todos os teus recantos e ainda assim, fique. É o que te prende. A mim. O verdadeiro amor que te sinto e que tu queres que eu sinta. Sabes que nenhuma outra ficaria, se te soubesse, como eu. E eu fico. E ficarei sempre. E tu queres que eu fique sempre, mesmo que não me queiras.
20 agosto 2015
Para sempre, Coração.
Querido coração, hoje é a ti que te escrevo, porque tu, mais que ninguém mereces toda a minha atenção e cuidado. Sei que tem sido difícil. As quedas, os roubos, os sonhos destruídos, as ilusões. Todos os amores prometidos e acabados nas entrelinhas. Tudo. Tudo aquilo em que acreditaste, tudo o que passaste e passas, tem-nos matado um bocadinho, sempre mais um bocadinho. Todos os dias. E sei também que agora, mais que nunca, vai ser impossível voltares ao que um dia foste. Agora que vivemos um daqueles amores, o maior amor, o que nos leva à loucura e arrebata com tudo. O amor que nos dá sentido à vida, mas que quando acaba, acaba connosco. Agora sei. Sei que vai ser pior do que sempre foi. Agora sei que não haverá mais ninguém que te sare, que te cuide, que te faça voltar a brilhar. Não com a mesma intensidade. Estás demasiado desiludido com a vida, para voltar a acreditar no amor. E eu sei tão bem o que sentes. A vontade é de estagnar no tempo, sentar à beira mar, e sentir as ondas levarem toda a dor, e não permitir, nunca mais, que qualquer sentimento se apodere de ti, seja ele bom ou mau. Porque para existir um terá de existir o outro. E tu não queres. E eu não quero. Vamos respirar fundo coração. Vamos deixar voar tudo o que nos fere a alma. Vou-te reconstruir sozinha, e não precisas mais de acreditar em ninguém. Não precisamos mais, de nenhum outro alguém. Agora, sou só tu e eu. Para sempre, Coração.
17 agosto 2015
Como superar que a outra pessoa seguiu a vida dela sem ti? Que já arranjou outro alguém para dividir a vida. E que está prestes a realizar com ela todos os sonhos que eram vossos? Como superar alguém que já não nos ama, que já não nos quer, que já não sente a nossa falta, mas que nós não conseguimos sequer aceitar isso. Como? Preciso de ajuda. O meu coração não pára de querer saltar cá para fora. Pior que ser esquecida, é ser substituída.
E um mês depois de ti, a dor é insaciável. Não acaba. Não atenua. Nem por um bocadinho. Está tudo a destruir-me. A ferir, a sufocar. Não quero que leiam isto. Não quero que me sintam a morrer. Mas eu, nunca antes me senti assim. Tão fraca. Tão insignificante. Tão abandonada. Nunca antes foi tão difícil estar aqui sem saber para onde ir. Sem saber o caminho. Com todos os sonhos destruídos e deitados fora, hoje sou um caco partido, depois da tua partida.
15 agosto 2015
Porque o sonho da minha vida eras tu. Tu, tu, só tu. Na minha cama. No meu sofá. No meu chuveiro. No meu carro. No meu sorriso. Nos meus olhos. No meu abraço. Eras tu. Em tudo. Desde o acordar até ao deitar. Eras tu. No melhor que a vida tinha para nos dar. Eras.. Mas só agora percebi que partiste mesmo, para outro aconchego qualquer que não o meu, e sem bilhete de volta. O sonho morreu. O amor morreu. Ficou o vazio eterno de quem nunca voltará. E dói. Oh, como dói. Espero que ao menos te valha a pena matares assim um coração. Sê feliz sem mim.
10 agosto 2015
09 agosto 2015
05 agosto 2015
Não podias. Ninguém pode. Entrar na vida de uma pessoa, desarrumar tudo, enlouquecer um coração, e depois ir embora. Ir simplesmente embora. Como se nada fosse. Como se não tivesse passado mais de 1 ano ao teu lado. Como se nunca tivéssemos sido nada. Como se eu não tivesse feito tudo por ti. Como se nunca tivesse existido. Não podias. Ninguém pode!
03 agosto 2015
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