30 agosto 2015

1h30: Voltei à varanda. Não vinha cá desde que partiste. Não conseguia. Era o nosso sítio preferido. Onde tu fumavas o teu cigarro, onde nos sentávamos no chão e olhávamos juntos o céu, todas as noites, enquanto conversávamos sobre a vida. Hoje voltei. Sem ti. Sozinha. Porque precisava. Porque decidi ser forte. Porque hoje, a noite está linda. A Lua está enorme e brilhante. Ilumina tudo à minha volta. Ilumina-me a mim, enquanto escrevo. Enquanto Te escrevo. Alguém disse que "nunca se regressa onde se foi feliz, pelo menos para ser feliz", e é verdade. Não consigo voltar aqui sem que as lágrimas me corram o rosto, sem que a falta de ti sufoque e já não te veja sorrir para mim, enquanto a cinza ia crescendo e o cigarro queimando, e que no fim mal o tivesses fumado, por olhares para mim. Era tão bom ter-te na minha vida. Era tão bom amar-te, querer-te e ter-te. Era tão bom que existisses em mim, mais que nos meus sonhos. Era. Dava tudo para estar no lugar dela. Para ter a sorte dela. Para te poder voltar a amar do início e fazer tudo diferente. Para te ter dado todos os motivos para me amares e nenhum para teres ido embora. Nenhum para te perder. Hoje sou só saudade, de ti, de mim e do que eu era contigo. E a saudade mata tanto e tão lentamente. Peço à Lua que me mostre o caminho ou te traga de volta, porque eu vou esperar-te sempre e morrer sempre de amores por ti.

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