23 agosto 2015

Sei que guardas em ti um medo infinito de me perder. Não mostras. Não dizes. Mas não me largas. Se me sentes a fugir, corres para me agarrar. Depois largas, só para me manter perto, ou não muito longe. És um jogador nato. Não gostas, nem deixas de gostar. Não queres, nem deixas de querer. Não me dizes o que sentes. Mas eu sei o que sentes. Tens a mania que ninguém te decifra. Eu decifrei. Todos os segredos. Todos os medos. Tudo o que deixas escondido nas meias-palavras que soltas, eu sei. Sei cada significado do teu olhar, do teu pestanejar, do teu modo de sorrir. Sei o que dizes sem dizer. E isso é o que mais te assusta, e mais te apaixona, alguém que te desvende. Que conheça todos os teus recantos e ainda assim, fique. É o que te prende. A mim. O verdadeiro amor que te sinto e que tu queres que eu sinta. Sabes que nenhuma outra ficaria, se te soubesse, como eu. E eu fico. E ficarei sempre. E tu queres que eu fique sempre, mesmo que não me queiras.

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