E a vida dá-nos tudo o que precisamos, quando precisamos. No tempo certo e da maneira certa. Ao acreditar que tudo um dia faz sentido, começamos a perceber que o que tivemos de enfrentar no caminho até aqui chegarmos: todas as quedas e recomeços, todas as más pessoas em que tropeçámos, todos os "erros" cometidos, foram para nos tornar fortes, verdadeiros seres humanos, com valores enormes. E sabes que estás no caminho certo quando a única coisa que sentes à tua volta é paz. A paz que sempre sonhaste e desejaste. É tempo de fazer acontecer. E tu podes tudo, tal como eu!
20 março 2017
19 março 2017
12 novembro 2016
08 novembro 2016
26 outubro 2016
Houve um tempo em que fomos possíveis! Houve um tempo em que desejaste tanto agarrar-me e não me deixar partir nunca mais.. Um tempo em que eras tudo, em que falavas de sonhos e o teu coração acelerava ao pensar que podíamos acontecer. E podíamos. Eu cheguei a sentir o teu bater, a tua vontade. Não sonhei. Houve um tempo em que era o nosso tempo.. em que me resgataste e me tornaste em algo melhor, em que me mostraste que afinal, a vida pode ser fantástica, e que me agradeceste por ter aparecido na tua, por te ter feito tão bem. Por te ter feito sorrir. Sei agora que foi tudo tão intenso que passou, que as borboletas que nos deixaram parvos, em ti voaram e sufocaram-te o coração. Culpo-me todos os dias por te ter assustado. Por te ter desejado demais, por ter feito com que deixasses morrer o que nos alimentava, por não te preencher como gostarias. Por faltar algo em mim que não encontraste. Se calhar porque não faltava em mim, mas sim em ti. Se calhar esta vontade de ter o mundo nas mãos, em ti não durou mais do que umas horas. E percebo agora que somos talvez demasiado opostos para dar certo, ou para tentares fosse o que fosse. Tu és demasiado cabeça, e eu demasiado coração. Somos como o sol e a lua, que podem amar-se por toda uma vida, mesmo inconscientemente, mas nunca se tocam. Houve um tempo em que fomos possíveis, hoje não somos mais.
23 outubro 2016
22 outubro 2016
Gostava de conseguir falar de ti. Gostava de conseguir transformar em palavras todos os sentimentos bons que um dia me fizeste sentir. Gostava de não sufocar quando o pensamento és tu, enquanto fecho os olhos e recordo do quão bom foi conhecer-te. Enquanto caminho por estas ruas e te imagino nelas. Porque esta cidade também é tão tua, porque passámos a vida a dar os mesmos passos, e porque sem querer, eu segui os teus.. Se calhar o destino quis apenas que me mostrasses como consigo ser mais forte, e vencer sozinha todas as guerras. E mesmo que não tenhas tido a coragem de ficar a tempo inteiro na minha vida, não tens ideia de tudo o que me ensinaste, de tudo o que eu aprendi contigo. Do bem que fizeste à minha alma e de como reconstruíste o meu coração. Colocaste a primeira peça, como pediste no primeiro dia, e eu consegui continuar sozinha. Porque era preciso fazê-lo sozinha, aos bocadinhos. Ainda não acabou a luta, mas hoje já não dói. E mesmo cheio de buracos, ele vai batendo, ainda sem ritmo, ainda sem brilho, ainda com dias bons e dias maus, mas vai batendo. Cada vez com mais força. Cada vez com mais vontade. Um dia estará novo! Acho mesmo que não imaginas todo o mal que conseguiste apagar de mim. E da luz que trouxeste de volta aos meus dias. Afinal existem pessoas boas, e eu não acreditava. Antes de ti, eu era apenas um corpo, de alma perdida e coração destruído. A viver há demasiado tempo no escuro. Sem vontade de abrir a janela e viver. Não pensava conseguir voltar a sentir. Voltar a olhar o céu e a desejar as estrelas. Voltar a contar sonhos à lua e a acordar com o sol. Antes de ti, era só vazio. E mesmo que tu não saibas, mesmo que nunca vás saber, tu foste das melhores coisas que encontrei no caminho.. mesmo que tenhas sido só uma estação onde parei para respirar, beber água fresca e ganhar forças para continuar. Obrigada.
11 outubro 2016
E de repente percebo que a vida é uma sucessão de perdas. Quando nascemos temos o mundo aos nossos pés. Tudo é nosso. Podemos tudo. Somos tudo. Mas, à medida que os anos passam, bocados de nós vão-se perdendo por aí. O vazio é a única certeza da vida. Perdemos sonhos. Pessoas. Dinheiro. E tempo. Muito tempo. Perdemos a vida a cada minuto. Perdemos tudo, até que nos perdemos.
09 outubro 2016
Acreditei no destino, e pior de tudo: acreditei que fazias parte ele. Achei mesmo que desta vez, era a vida a dar-me uma oportunidade. Que todos os anos que passei a tropeçar em ti teriam agora feito algum sentido. Mas não. Não fizeram qualquer sentido. E eu senti-me como uma criança a quem roubam um chocolate. Aquele chocolate que havia sido prometido durante uma vida, e quando finalmente o tens nas mãos, alguém o rouba. Foste embora. Sem te despedires de mim. Sem avisares que provavelmente ias partir e que ia doer. Disseste sempre que nunca me irias abandonar. E abandonaste. Como todos os outros. Não ficaste por muito tempo. Não passaste de um sonho, e eu tive o pior acordar de sempre. Depositei tanta confiança em ti, fiz de ti tudo o que talvez nunca havias sido. Soube a amor de verão, como te disse no ultimo dia em que estivemos juntos. Tão intenso, tão rápido. Que acabou antes de começar.
08 outubro 2016
25 setembro 2016
Ao meu passado.
Fiz as malas e saí. Dois anos e meio depois, apanhei o autocarro que me levasse para o sitio mais longínquo possível, e fui. Sem destino. Sem ti. Saí, da tua vida e da minha solidão. Saí de mim e do que me havia tornado depois de ti. Fui corajosa. Finalmente fui corajosa, e consegui partir sem ti. Consegui! E por mais incrível que pareça, já nem sinto a tua falta. Já não preciso de ti. Até que enfim, consigo fechar os olhos e sentir paz. Sentir liberdade. Sentir-me, como sempre fui. Finalmente consigo acordar e lembrar-me de mim, antes de me lembrar de ti.
22 setembro 2016
18 setembro 2016
E o problema era sempre o mesmo. Ela. Ela era o problema. Como todos diziam, a alma dela era boa demais para ser verdade. Num mundo tão mau, tão cruel, ela era luz. E era tantas vezes deixada de lado com medo que fosse uma mera ilusão. Ninguém acreditava no coração bom que ela carregava no peito. Na doçura das palavras com que ela descrevia a Natureza. Da maneira como ela amava o Sol, a Lua e o Mar. Era uma apaixonada. Uma menina cheia de sonhos que todos tinham medo de quebrar, mas que todos quebravam. Iam embora. Saltavam do barco cheios de medo. Temiam-na como se se tratasse de uma sereia encantada que mataria ao primeiro sinal de amor. Mal eles sabiam que ela era apenas um anjo sem asas, perdido neste mundo de monstros, só a precisar de um abraço apertado e sem medos.
01 setembro 2016
Hello again September!
Olá Setembro. Todos os anos te recebo de braços abertos e com o coração cheio de esperança. És o mês da mudança, o mês de renovar a alma e a vida. O mês que encerra o verão e leva os desgostos de Agosto. Para mim, és dos melhores meses do ano. O mês de tons quentes com cheiro a terra molhada e com o pôr-do-sol mais alaranjado e bonito do ano. O mês de deitar fora tudo o que já não presta, e substituir por novo. E nós, seres humanos, precisamos sempre de desculpas para recomeçar, para começar novos capítulos e enterrar os velhos. Fazemos buracos fundos na areia da praia e deixamos que as ondas rebentem na costa e levem tudo. Tudo o que nos magoa e nos fere o coração. Tudo, o que não pode mais ficar, mas que sempre fará parte da nossa história. Com o tempo e o mar, a vida começa a brilhar. Vamos acreditar!
31 agosto 2016
Dizem que quem muito se ausenta, um dia deixa de fazer falta. Por isso, não voltes. Não digas que me amas para desapareceres no minuto seguinte por mais 3 semanas. Não digas que queres voltar, para logo ires embora. Não fales sequer. Finge que esqueceste que eu finjo que não me lembro. Vive esse teu amor por quem largaste tudo, e não me venhas com falsos arrependimentos e mentiras. Ama essa mulher, mesmo que não seja eu, ama-a. Eu não queria estar no lugar dela. Se não fui a tua primeira escolha, não quero ser a segunda. Não quero. Não te quero. Não preciso de ti. Não gosto mais de ti! E vou gritar isto até que faça sentido. Um dia fará..
29 agosto 2016
Falta uma semana. Uma semana para o sonho acabar e ter de voltar a aterrar na realidade. Estou assustada com o meu regresso. Estou assustada por ter de voltar. Não pela rotina, pela cidade, pelo tempo que nunca é muito bom, mas porque nunca sei o que me espera do outro lado da viagem. Tenho a certeza que lá estarás tu de novo. Como sempre estás. A fingires morrer de saudades minhas mas a dormires todos os dias nos braços de outra pessoa. Lá estarás tu de novo, pronto para fazeres um tsunami na minha vida..
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