08 outubro 2016

Olhares que se cruzam, palavras que se escondem, almas que se amam e mentes que se repelem. Se era para ser assim tão complicado, não devias ter cruzado o meu caminho.

25 setembro 2016

Ao meu passado.

Fiz as malas e saí. Dois anos e meio depois, apanhei o autocarro que me levasse para o sitio mais longínquo possível, e fui. Sem destino. Sem ti. Saí, da tua vida e da minha solidão. Saí de mim e do que me havia tornado depois de ti. Fui corajosa. Finalmente fui corajosa, e consegui partir sem ti. Consegui! E por mais incrível que pareça, já nem sinto a tua falta. Já não preciso de ti. Até que enfim, consigo fechar os olhos e sentir paz. Sentir liberdade. Sentir-me, como sempre fui. Finalmente consigo acordar e lembrar-me de mim, antes de me lembrar de ti.

22 setembro 2016

Foste esperança que se dissipou nos dias. Nos meus dias.

18 setembro 2016

E o problema era sempre o mesmo. Ela. Ela era o problema. Como todos diziam, a alma dela era boa demais para ser verdade. Num mundo tão mau, tão cruel, ela era luz. E era tantas vezes deixada de lado com medo que fosse uma mera ilusão. Ninguém acreditava no coração bom que ela carregava no peito. Na doçura das palavras com que ela descrevia a Natureza. Da maneira como ela amava o Sol, a Lua e o Mar. Era uma apaixonada. Uma menina cheia de sonhos que todos tinham medo de quebrar, mas que todos quebravam. Iam embora. Saltavam do barco cheios de medo. Temiam-na como se se tratasse de uma sereia encantada que mataria ao primeiro sinal de amor. Mal eles sabiam que ela era apenas um anjo sem asas, perdido neste mundo de monstros, só a precisar de um abraço apertado e sem medos.
Quebrei o coração. Atirei-o ao chão com tanta força que nada restou. Não quero mais usá-lo. Agora fica o vazio. Só o eco do vazio.